quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Dica de site literário interessante!

Escolhemos o site www.clarissacorrea.com, porque nos identiticamos com o trabalho literário da autora. Conhecemos os textos dela através de sua página no facebook. 

Pontuamos aspectos positivos e negativos do site:

POSITIVOS:

- O uso de imagens que chamam a atenção do leitor. A autora, às vezes, põe trechos dos seus textos nas imagens, o que os deixam interessantes;

- O layout escolhido e as cores do site (da fonte, do fundo e do banner) são leves e combinam com a proposta do site, que é provocar reflexão através dos textos;

- O site está em formato de blog. A página vai rolando para baixo à medida que o internautra lê, o que gera conforto e facilidade no acesso;

- O site também possui links que direcionam o internauta ao "Perfil da autora", "Livros de sua autoria", etc. (Os links são abertos sem que o internauta precise abrir novas abas).

- Há vídeos de propagandas de seus livros publicados. A exposição destes vídeos é um convite dinâmico à leitura.

-  O site também disponibiliza o e-mail da autora, para que os visitantes entrem em contato com a mesma.

NEGATIVOS:

- No site falta uma opção para o leitor comentar as postagens da autora.

- Ela poderia criar também um espaço para o leitor enviar textos de sua autoria, e por meio de um sorteio, poderia publicar alguns dos textos enviados uma ou duas vezes por mês. Isto estimularia o visitante a voltar mais vezes ao site. 

Links e espaços importantes do site de Clarissa para o desenvolvimento de um site educacional.

- O layout do site de Clarissa poderia ser utilizado para a criação de um site educacional.

- A inclusão de links no site que direcionam o leitor para caminhos que se abrem dentro da própria página do site. Este é um modelo muito bom, pois evita que o internauta tenha que abrir novas abas e se perca em seus objetivos de leitura.

SUGESTÕES:

- Para um site educacional, seria interessante ter um espaço de publicação de vídeos da autora do site explicando como fazer um bom texto e divulgando formas que ela usa para desenvolver seus textos.

Objetivo do site educacional que pretendemos elaborar:
Incentivar a prática da leitura e da escrita, utilizando a internet.

Dupla: Bruna Leal e Maria das Graças.
Letras Vernáculas IV.

Pesquisa- Sites, blog, redes e portais na área de Letras

Socialize nos comentários desse post a pesquisa realizada em sala.
Liste em sua pesquisa:
3 pontos negativos  encontrados no site
3 pontos positivos
Justifique  a sua escolha pelo site indicado;
Aponte os links úteis, espaços e sessões importantes que devem constar em site educacional; 


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Leitura da semana

A proibição do celular nas escolas faz sentido?
“A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.”
A frase, de Jean Piaget, não poderia ser mais atual, mas precisa encontrar eco nos novos desafios agora impostos aos educadores na formação de uma geração de estudantes que são nativos digitais.
Não é incomum ouvir pessimistas de plantão incrédulos com a adoção das novas tecnologias nas escolas, especialmente nas instituições públicas, que recebem estudantes com condições sociais mais precárias, sob o argumento de que não só não há recursos para investir na compra de equipamentos e de que a escola tem outras prioridades mais urgentes, mas também de que estes jovens não teriam a cultura necessária para utilizar computadores, tablets, softwares ou pesquisar na Internet.
Será mesmo? Antes de fazer uma análise do ambiente escolar, cabe avaliar o comportamento desta nova geração no acesso e uso das tecnologias digitais. Basta um olhar mais atento para perceber que, assim como aconteceu com o rádio e depois com a TV, os celulares, os tablets e computadores, de uma forma geral, estão cada vez mais presentes nos domicílios das classes menos favorecidas, criando assim um cenário bastante favorável para adoção deste tipo de tecnologia nas escolas.
crédito Nomad_Soul/ Fotolia.comhttp://porvir.org/wp-content/uploads/2013/07/Celular-na-Sala-601x275.jpg
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De acordo com recente pesquisa realizada pelo CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) com o apoio da Fundação Victor Civita com estudantes do Ensino Médio, com faixa etária entre 15 e 19 anos, residentes em São Paulo e Recife e renda familiar inferior a R$ 2,5 mil, quase 60% possuem um celular ou tablet com acesso à Internet e mais de um quarto deles já os utilizou para estudar e realizar atividades escolares.
Ao invés de coibir o uso do celular, as escolas deveriam incorporá-lo como um recurso que já tem uma forte ligação com a rotina dos estudantes. Se bem aplicados e com um planejamento bem elaborado, eles podem contribuir fortemente para envolver os alunos em um processo de aprendizagem baseado em projetos, envolvendo atividades desafiadoras e que são conectadas ao cotidiano do aluno. As escolas devem estimular a criação de conteúdos e o desenvolvimento de projetos educacionais e pedagógicos que o transformem em uma poderosa ferramenta de ensino e aprendizagem.
Está nas primeiras páginas dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que o objetivo final do Ensino Médio é preparar o aluno para dar continuidade aos seus estudos, ingressar no mercado de trabalho e exercer sua cidadania. Mas será que a organização de nossas estratégias de ensino estão suportando efetivamente estes desafios?
Agregar o celular como ferramenta pedagógica já pode ser um excelente começo. Proibir seu uso nas escolas faz com que os alunos se sintam em um presídio, de acordo com a pesquisa desenvolvida pelo CEBRAP
Ao que tudo indica, ainda não. Em pesquisa realizada com 63 presidentes de grandes empresas, publicada pela revista Você S/A, os mesmos mencionaram que buscam jovens que saibam se comunicar bem pela oralidade e pela escrita, tenham um bom raciocínio lógico, saibam pesquisar, se relacionar bem, usar tecnologias, administrar bem o tempo, preservar o meio ambiente e fazer trabalho voluntário. Ou seja, muito mais do que pessoas com conhecimento técnico, as empresas estão buscando pessoas que tenham atitude, iniciativa, criatividade e resiliência.
Para que a escola consiga engajar e motivar estes alunos da geração que já nasceu digital é preciso avaliar alguns pontos, como se a grade curricular que está sendo trabalhada é relevante e faz sentido para os alunos; se as estratégias de ensino são instigantes e desafiantes, colocando o aluno no centro da aprendizagem e colaborando no desenvolvimento de suas competências e habilidades básicas para serem mais participativos na sociedade; e, claro, se os recursos que apoiam estas iniciativas são os mais adequados.
O celular pode permitir aos alunos pesquisar na Internet, criar textos, gravar vídeos, tirar fotos, produzir podcasts, armazenar dados e compartilhar todo material nas redes sociais e blogs, possibilitando, inclusive, desenvolver projetos colaborativos envolvendo alunos de várias escolas e até mesmo de outros países, entre diversos outros recursos que irão tornar o processo de ensino e aprendizado muito mais empolgante.
Adotar as tecnologias digitais na educação é um caminho sem volta. Mas não é preciso reinventar a roda. Agregar o celular como ferramenta pedagógica já pode ser um excelente começo. Proibir seu uso nas escolas faz com que os alunos se sintam em um presídio, de acordo com a pesquisa desenvolvida pelo CEBRAP.
Já há diversas empresas desenvolvendo softwares e aplicativos para smartphones com fins educacionais. Afinal, se o celular é uma ferramenta para uso profissional, por que os alunos não podem utilizá-la na escola? Um dos principais papéis da escola não é justamente preparar os estudantes para o mercado profissional? Então, qual o sentido de obrigar o aluno a deixá-lo em casa?
POR LUCIANA MARIA ALLAN
por Luciana Maria Allan
Diretora do Instituto Crescer para a Cidadania e doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP) com especialização em tecnologias aplicadas à educação
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