sábado, 27 de abril de 2013
Eu leio, e recomendo!
"Tenho reticências que vivem pegando no meu pé, alguns parágrafos incompletos, frases que começam sem nexo, textos que não se desenvolvem, ideias que mudam de lugar, pontos finais e sílabas que não se casam".
Clarissa Corrêa
Essa é uma das mensagens que Clarissa tem deixado em sua página no facebook. Ela é graduada em Letras/Espanhol e é uma excelente escritora, muito conhecida. Acho muito interessante esse tipo de iniciativa: usar o facebook como ferramenta literária, na qual podemos refletir e adquirir conhecimentos.
Eu curto a página de Clarissa e recomendo!
Por Bruna Leal.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Dica de documentário
Quem somo nós?
Segue abaixo a primeira parte do documentário "Quem somos nós". Uma provocação para que cada um pense mais em si mesmo, nas suas escolhas, nos seus caminhos e como tudo isso está interligado a forma como alteramos a realidade.
Painel da subjetividade - Quem somos nós?
Quem somo nós? Comentem, discutam, reflitam, coloquem suas impressões sobre o painel que construímos para representar quem somos.
Meu sonho
Meu sonho
Eu
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sangüenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?
Eu
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sangüenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?
Cavaleiro, quem és? o remorso?
Do corcel te debruças no dorso…
E galopas do vale através…
Oh! da estrada acordando as poeiras
Não escutas gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?
Do corcel te debruças no dorso…
E galopas do vale através…
Oh! da estrada acordando as poeiras
Não escutas gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?
Onde vais pelas trevas impuras,
Cavaleiro das armas escuras,
Macilento qual morto na tumba?…
Tu escutas… Na longa montanha
Um tropel teu galope acompanha?
E um clamor de vingança retumba?
Cavaleiro das armas escuras,
Macilento qual morto na tumba?…
Tu escutas… Na longa montanha
Um tropel teu galope acompanha?
E um clamor de vingança retumba?
Cavaleiro, quem és? – que mistério,
Quem te força da morte no império
Pela noite assombrada a vagar?
Quem te força da morte no império
Pela noite assombrada a vagar?
O Fantasma
Sou o sonho da tua esperança,
Tua febre que nunca descansa,
O delírio que te há de matar!…
Tua febre que nunca descansa,
O delírio que te há de matar!…
ÁLVARES DE AZEVEDO
POEMA AO ENCONTRO COM A SUBJETIVIDADE
POEMA AO ENCONTRO COM A SUBJETIVIDADE
Que somos, excelentemente e essencialmente, afinal?
O que nos torna, simultaneamente, corpo e alma?
Será o problema mais importante que sua resolução?
É o poeta, medíocre ante a poesia?
Quantos e tantos eruditos buscaram respostas.
Poderia o homem, em sua petulância avassaladora,
Muitos especularam e outros hipotetizaram.
Os modernos revolucionaram com sua perfeita Razão e o seu conhecimento inato.
Mas, eis em algo no qual concordo com Descartes: que duvido.
Como limitar o desconhecido à apreensão do que já nasceu limitado.
Os medievais dogmatizaram o conhecimento! Essa crítica ressoa pelos séculos.
Porém, se arraigamos nas mentes que a razão a priori é o conhecer puro;
Ou que, só se pode conhecer a partir da experiência
O que será, então, tal consentimento?
Talvez a única distância que existe entre os sábios seja somente o Cronos.
Já outros, afundaram-se em inexauríveis sistemas e plausíveis métodos.
Vejam! Suas teorias, sistemas e métodos não se coincidem?
As épocas nascem, morrem e nascem novamente, mas a busca é a mesma: desvelar o velado.
Acreditou-se por muito tempo em paradigmas divinos como verdade perpétua.
Houve momentos em que o experimental e o sensualismo ditavam as regras.
Insistiu-se, por vários anos, piamente em uma “Ideia” (suprema).
Imanentemente esta é a condição do homo sapiens sapiens:
Explicar o inexplicável; alcançar o inalcançável.
Já dizia Popper, em relação à aquisição da verdade, que só podemos conjecturar.
O homem pode, portanto, afirmar que dela se aproximou, mas não a tocou.
Por mais que tentemos entender o oculto,
A essência das coisas e do ser em si,
Permaneceremos, até o atual momento se evidencia, neste constante jogo paradoxal:
Só conheceremos o que dele desconhecemos.
Que somos, de fato, afinal?
Somos atributos concebidos pela nossa subjetividade.
Formas teóricas, oriundas de convenções intelectuais em consenso.
Não somente isso! Somos natureza postergada e imanente ao futuro, ao incompreensível.
Somos imaginação, pura metáfora!
Cavaleiros honorários da racionalidade:
Que cria e recria o seu reino que nunca foi e jamais será... a verdade!
É apenas suas construções linguísticas ludibriantes.
Volta e meia intitulamo-nos grandes e poderosos.
Lançamo-nos no mar da soberba e da vaidade.
Montamos e remontamos universos, falaciosos, conceituais.
Brincamos e nos filiamos à mentira chamando-a de verdade.
Ouçam principados e potestades da “Ratio”:
Como insistem em proclamar, ao som de trombetas, a prisão da verdade?
Não será audacioso de vossas partes asseverarem que a detém,
Já que, pouco se preocuparam com a “coisa em si”?
Oh, ínfima subjetividade vaidosa
Que fique claro que somos inerentes! Corpo e alma!
Não temos e nem construímos a verdade... somente ela mesma pode dar-se.
E, vez e outra, se mostra a nós como fagulha de brasa, que ao menor sopro natural se apaga.
Que entendas minha querida metade,
Assim como dizia o filósofo, já nascemos na perspectiva de um fim.
Esta (e não outras) é a única certeza que temos:
Somos enquanto somos e deixamos de ser porque somos.
Enderson Pereira.
Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/poema-ao-encontro-com-a-subjetividade/79533/#ixzz2QmHpV0U1
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Leitura da semana. - "Um professor com nome"
Um professor com nome[1]
Nelson De Luca Pretto[2]
Conversava
esses dias com minha filha e com algumas colegas, todas universitárias em São
Paulo. O papo girava em torno dos seus futuros e de como estava a universidade.
Meu vício de formação nunca me permite, nesses papos, deixar de fazer uma
costumeira pergunta: quem é o seu professor de tal matéria?! Invariavelmente, a
resposta era: não lembro o seu nome, não! Nas primeiras vezes que escutava esse
depoimento ficava apenas um pouco impressionado, mas na medida em que isso se
repetia, comecei a ficar seriamente preocupado. Será que os alunos de hoje não
sabem nem mesmo os nomes dos seus professores? Isso tem algum significado ou
essa é uma questão absolutamente secundária para esses tempos neoliberais?!
Lendo
A TARDE dias atrás, deparo-me com carinhosa carta de um ex-aluno do Colégio
Antônio Vieira relembrando Pe. Ugo Meregalli, que acabara de nos deixar.
Emocionado, pensava na importância de Pe. Ugo nas vidas de muitos adolescentes
do Vieira, a exemplo da minha. Essa leitura remeteu-me ao início de minha
formação e do meu próprio trabalho de professor, formado na labuta diária de dar
aulas em uma quantidade enorme de escolas de Salvador e Feira. Ao longo de
minha formação, alguns mestres marcaram o meu cotidiano de aluno e, com
certeza, me fizeram ser um professor, digamos, um pouquinho diferente. Um
desses mestres foi Pe. Ugo. Fui seu aluno muito pouco tempo. Tive alguns bons
professores, mas Pe. Ugo destacava-se por algo que sempre me deixou intrigado:
ser um professor absolutamente rigoroso e seguro no seu metiê e, ao mesmo
tempo, um profissional que essencialmente acreditava no ser humano – inclusive
em nosotros, uns pequeninos bagunceiros e aprontadores de primeira! – com uma
preocupação de justiça social que não se prendia a discursos e retóricas, mas
fundada numa prática diária. Uma prática alegre, materializada, entre outras tantas
coisas, nas verdadeiras maluquices que ele inventava, como nas tais histórias
dos tubarões e pobres, que a carta aqui em A TARDE tão bem rememorou.
Ugo
Meregalli, sim, como nome e sobrenome, não passaria pela vida de nenhum
estudante, por menor tempo que fosse, sem uma forte lembrança do seu nome e de
sua presença.
A
escola tinha um outro ritmo, é verdade. Não vivíamos um momento de tanta
associação da educação com o mercado, como se a educação fosse um simples
produto que devesse ser vendido e comprado. A mercantilização da educação, com
a proliferação generalizada de escolas, faculdades e até universidades, traz de
bom o fato de ampliarmos o número de vagas, possibilitando o acesso ao ensino
superior a um número maior de cidades. No entanto, uma nova questão surge e já
nos inquieta: que tipo de educação estamos oferecendo? Que tipo de escola
estamos implantando e, principalmente, que cidadão está sendo formado por
nossas escolas. Está sendo colocado no mercado um número muito grande de
profissionais, mas será que esse pragmatismo da formação aligeirada e tão
voltada para um mercado que nem tão concreto é, não está nos levando a um jeito
de “educar para vencer” a qualquer custo, com profissionais que só aspiram ao
pódium, isto é, “sair direto da faculdade para a diretoria”, “ser o primeiro em
tudo”, “entrar no mercado de trabalho sem pegar fila”, como dizem os inúmeros
outdoors de faculdades espalhados pela cidade?!
Por
outro lado, com esse aumento quase alucinado, também se ampliam os postos para
professores e, estes, diferentes dos nossos antigos mestres, terminam, também
eles, sendo profissionais quase que descartáveis, que podem ser substituídos de
forma quase automática quando algo não funciona a contento. Professores e
professoras que passam pela vida dos estudantes sem uma identidade, sem rosto,
sem um significado maior, como aquele dado por Pe. Ugo quando nos empurrava,
literalmente, para compreender melhor o mundo das funções, da geometria, dos
cálculos. Quando nos levava a entender as dificuldades de resolver essa equação
existencial contemporânea, de tantas variáveis, que não consegue dar conta de
algo mais sublime que é o respeito pelo ser humano e pela igualdade social.
Padre Ugo deixa saudades, mas também uma lição: ser professor é, antes de tudo,
considerar o ser humano e querer uma sociedade menos desigual.
[1] Publicado
no Jornal A Tarde em 30/05/2002.
[2] Nelson De Luca Pretto
é Doutor em Comunicação e diretor da Faculdade de Educação da Universidade
Federal da Bahia. http://www.ufba.br/pretto
domingo, 7 de abril de 2013
Professor usa funk para explicar conteúdo
Olá, pessoal! Acho que é oportuna a inserção desse vídeo no nosso blog, afinal de contas esse professor mostra que aprender pode ser uma atividade divertida e prazerosa. É interessante ver professores que se esforçam para dinamizar as aulas e fazer com que conteúdos complicados sejam vistos de uma forma mais simples através desses métodos inovadores.
Ele fez duas coisas bem legais nessa aula: tirou a imagem negativa do funk, inserindo-o no contexto educacional, e usou a música e o humor como instrumentos de aprendizagem.
Perfeito! Excelente trabalho do "Mc Nit".
Por Bruna Leal.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Postura do professor: Uma visão bem humorada a respeito
Alunos baianos de maneira bem humorada fazem uma crítica à postura de alguns professores em sala de aula, especialmente àqueles de ego inflado. É claro que se trata de uma brincadeira e no conteúdo do vídeo não há nada de agressivo nem difamador a nenhum profissional da educação. Vale assistir e se divertir.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Subjetividade
O que é subjetividade? Cada um tem a sua?
Qual a subjetividade para século XXI? O que define o mundo atual?
Qual a subjetividade para século XXI? O que define o mundo atual?
No texto "Mundo atual e subjetividade: um desafio ao psicanalista", Marcio de F. Giovannetti discute a constituição da subjetividade no mundo contemporâneo e a relação do sujeito atual com o novo contexto, marcado pela tecnologia, pela velocidade, pela impermanência das coisas. Leia, comente e compartilhe.
Boas vindas
Seja bem vindo(a) ao blog da turma de Letras da UNEB. Esse espaço é destinado a publicação de reflexões, relatos e registros das discussões que acontecem nas disciplinas Estudos epistemológicos da aprendizagem, Psicologia da Educação e Práticas Pedagógicas.
Leia, escreva, compartilhe!
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